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Escorre, acumula, transborda

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um pingo por dia um dia, transborda A vida foi passando e os dias e o carárter se formando. O ser e o estar no mundo faziam-se necessidade. Não era querência. Era precisão. Ser não era opção ou luxo, era estratégia de sobrevivência. Riso alto. Brincos largos. Saia rodada, vontade fêmea. Movimentos contidos. Trabalho duro. Cabelo preso, dor que se engole Braços aos alto. Dança com a vida. Felicidade que não se mede. Na beira da cachoeira, ela não sabia por que estava ali. A água caia forte nos ombros, lavava a alma. Mas ela estava feliz? Nem sabia de que se tratava. Risos soltos, toques suaves, paixão que nunca havia encontrado. Precisou uma semana para entender. Era felicidade, amor, paz.

Marielle Franco: uma vida real eliminada em uma execução sumária, uma imagem transcorporificada em multidão

Ficou represado, sem publicar. Um engasgo preso na garganta, desde 17 de março de 2018. Nossa Marielle virou multidão. #MariellePresente Foto: Guilherme Prado / PSOL Uma publicação compartilhada por PSOL 50 (@psol50oficial) em 15 de Mar, 2018 às 4:51 PDT nnnnnn

Precisamos falar sobre 2017

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 Achei que você ia embora sem que a gente fizesse essa DR. Mas a noite caiu e me deu uma vontade louca de te revisar.  Que ano você, hein? Desde o primeiro dia com suspresas e exigências. Não sei onde você queria chegar. Parecia que apenas não queria acabar. Nós arrastamos, não foi? Ao mesmo tempo, como nos divertimos, não?  Olha, eu não te quero mal. Tenho até  algum apreço pelo tanto que aprendemos. Mas é com alívio que eu digo: Adeus, Ano Velho!

uma porção de palavras doces

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a pressão na cabeça aumentou. doeu. era tempo de ir embora e não sabia por que isso me deixava daquele jeito. ainda. tropecei em um sapato no meio do corredor e quase o acordei. quase. desviamos da rota antes de chegar ao destino, não foi, babe? a cabeça. tentava lembrar desditos, buscava memórias ruins, construir argumentos sólidos.  enchia o pulmão de ar, para colocar mais oxigênio a favor desse 13° trabalho hercúleo. de novo.  mas faltava algo. ainda. a alma tinha ficado encardida. e, ali, ele se deu conta de uma nódoa que talvez nunca o deixasse. já não o atraía mais. já não  machucava. mas estava ali. ainda. lembrou, então. de nada, pois ja fazia tanto tempo. de tudo, num átimo.  sorri com os olhos. como se aquela porção de palavras que me parecia prometida todos os dias da minha vida tivesse acabado de ser servida.  pena que não queria servir. sorri. de novo. com a alma menos partida.

Pai

Se estivesse vivo, meu pai completaria 73 anos hoje. Sinto muita saudade dele - e do cuidado, que ele sempre teve e me ensinou a ter, e das nossas brigas, que apenas muitos anos mais tarde fui compreender como demonstração de seu amor. Mas, penso mais no que carrego dele comigo que em sua falta - mais uma lição que ele, essa sem querer, me ensinou

#vemnimim

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Botei salto, passei perfume, pintei o olho. E, com alguma cerimônia, vou esperar 2015 chegar ***

haikai de 2ª

Quis desassossego 'Inda bem, vento levou Quente no inverno

Sempre claudicante

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Como último argumento de que não havia resposta, ele disparou: tenho um darumá sem os olhos pintados. Pedi para ter certeza da minha decisão. Ele segue há um ano com apenas um dos olhos pintado. Dez anos depois vejo sua mesa de trabalho. Um darumá está lá. Caolho.

Chapinha

A chapinha que mata versus as dicas para o cabelo ondulado. Um é uma reportagem que não acaba nunca na edição especial do Cidade Alerta. Eu havia acabado de tirar do GNT, com a Luana Piovanni contando os truques para fica SuperBonita de vabelos ondulados.

eu me amo, tu me amas, ele me ama

a v ida só faz sentido se a gente aprender a conjugar esse verbo em todos os seus tempos e em todas as pessoas sujeitas ao amor, sujeitas de amor, objetos e objetivos. nem o cansaço, nem a exaustão deveriam cegar nossa capacidade de encantamento. muitas ideias não me deixam pensar. como os fantasmas que teimam em reinar, me impedem de amar. a mim mesma

Tempo, minuto, lembrança

E, de repente, você se vê sentada num pufe amarelo, lendo os textos de garotos de 15 anos. E boa parte dos textos começa assim, com a visualização de uma cena. Você se pega analisando a superficialidade, a pouca vivência - mesmo de adolescentes de classe média alta. Momentos depois, vê uma garota, uma verdadeira moça - seu bebê! - balançando os braços ao cumprir a coreografia do grupo. Choveu minutos antes, mas o espaço estava seco. Ela se movimenta com tantas certezas que talvez nem ela mesma se perceba. E hora de cortar o cabelo desse menino. Tá comprido demais. Perdeu a forma. Dá vontade de esconder os espelhos. Mas a vontade passa quando você olha pra dentro. O vento no rosto. A chuva que cai, sem cerimônia. Um frio que se instala. Mas está tudo bem. Tudo bem.

cansaço sem sono

larica sem fome pressa sem destino boca sem beijo tempo sem paciência vontade sem gosto arrepio sem frio é num estar, sem estar um querem sem querer cansei

suspirante

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quero solitude, um pouco mesmo de solidão se for o caso. um tempo de digerir, de introverter. estão achando estranho, como se eu não fosse capaz de estar bem em silêncio. julgamentos que todos fazem. eu também faço. puxo o ar, até lá no fundo. como para me recuperar. solto com um descaso ao perceber que não adianta. descobri que existem todas as possibilidades nas impossibilidades. agora, é reorganizar as possibilidades, aceitando-as impossíveis. PS: imagem by Google Image

então tá

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Rio de Janeiro, 2012

sei lá

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Uma noite ótima, cheia de encontros queridos. Fiquei com vontade de te ver - algo que só revelo sob o efeito do álcool, a essa hora da madrugada. Não, não me fez falta ter você por ali. Eram tantas as pautas atrasadas e adiadas. Era tanto de mim para procurar e achar. Achei. E gostei do que vi. A vontade de te ter por perto não era uma necessidade, um sofrimento, uma premência. Era um desejo. Só. Mas isso era muito.

teresa sorriu. pra mim

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São Paulo, 10 de abril de 2012. Escrevo essa carta, quase um bilhete. Dedico-te esta música. Seja como foi, seja o que for. PS (1):  Lembro do caio, ao citar Teresa sorrindo. Pra mim PS (2): Declaração sincera essa, uma lágrima verteu.

novelada

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<3 Um dia, com MUITA terapia, quem sabe eu não arrumo minhas linhas assim <3 um nó aqui dentro sem motivo, sabe? mil motivos, entende? tu tá ali, quieta, só querendo se divertir vem alguém e te puxa o fio da meada. mas quem sabia que o novelo era tão embolado? puxou, apertou o nó. agora, é ter paciência e, devagarinho, ir soltando as linhas sem pretensão ou pressa de desatar haja ar para respirar

Continue a nadar

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Observação

voce viu o tamanho da onda quando eu sequer percebi sua aproximacao. saiu dela. e, com isso, me salvou tambem.

Certeza

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Toma. Pega aqui o saco, a bombinha e esse bombom. Não segure o vômito das rejeições, que te embrulham até hoje. Siga respirando, mesmo com a ajuda de químicos. O bombom é para quando você voltar a me beijar