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Mostrando postagens com o rótulo personal

sei lá

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Uma noite ótima, cheia de encontros queridos. Fiquei com vontade de te ver - algo que só revelo sob o efeito do álcool, a essa hora da madrugada. Não, não me fez falta ter você por ali. Eram tantas as pautas atrasadas e adiadas. Era tanto de mim para procurar e achar. Achei. E gostei do que vi. A vontade de te ter por perto não era uma necessidade, um sofrimento, uma premência. Era um desejo. Só. Mas isso era muito.

Observação

voce viu o tamanho da onda quando eu sequer percebi sua aproximacao. saiu dela. e, com isso, me salvou tambem.

Eu preciso aprender a ser só - Achados e perdidos

Tenho cinco minutos para este texto. Tenho hora. Não quero limites, mas eles existem aos montes. Esse não ter tempo, esse não poder ver, essa pressa sempre presente. Tudo isso só aumenta a tensão e o tesão. Parece que estou prestes a explodir - apesar de já ter explodido hoje. Minutos atrás. Há cinco minutos. O beijo longo. Um tchau. "A gente se vê já já". Já já é daqui mais de mês. Haja Paul Auster para segurar tanta vontade. E eu, só tenho a agradecer: afinal, achei algo que nem eu sabia ter.

Tristeza de mil faces

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Acordei com a luz do dia. Não quando o sol nasceu. Não sei ao certo que horas foi isso. Uma nuvenzinha de lágrimas já se aproximava -- virei para o canto, aproveitei mais um pouco o efeito da passiflora e dormi até 9h30, quando o celular tocou o alarme de despertador. A nuvenzinha estava tomando forma. Virei pro outro lado, até que apitou mensagem nova. No celular. Não era quem eu queria. Mas era alguém amado. Melhor que há dois segundos atrás -- uma oferta de serviços. Conversei quase uma hora. Percebi que estava triste. E fui ficando mais e mais. Lembrei que (amei - ato falho?) li O Primo Basílio e Madame Bovary , no período da primeira e da segunda gravidez. Sempre me perguntei por que escolhi esses livros, duas histórias da falência do casamento burguês. Duas mulheres atormentadas pela traição aos costumes e aos compromissos, por terem sido fieis ao seu desejo, ao seu impulso de alegria, de vida e de desejo. Acordei tomada da tristeza de algumas lembranças, entre elas, de ...

Amigos sem nome

Mais um ano começa. E é sempre mais do mesmo. A gente deseja, a gente se propõe. Eu queria agradecer -- não sei a quem. Mas sou grata pelos meus amigos sem nome. Eles fazem parte do meu dia a dia. As moças que me atendem na padaria toda noite quando passo para pegar o pão -- uma delas sempre se lembra de mim e pergunta se, dessa vez, vou querer sacolinha de plástico. No começo, elas todas estranhavam. Depois perceberam que era um cuidado meu (mais plástico pra que, né, minha gente?). Passaram a olhar para mim e não apenas ouvir meus pedidos. Eu retribui, lógico. Se uma estava mais desanimada, eu logo perguntava: demora muito para acabar seu turno? Os seguranças que ficam na porta da firma. Uns me dizem bom dia. Um deles sabe até o meu nome. Se eles não me olham (deviam, né? deviam olhar para todo mundo que entra), eu faço questão de cumprimentar. E tem a moça da recepção que trabalha com a Cris (o nome dela eu decorei!) -- eu falo com elas com mais frequência que deveria...

Deus, dai-me

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"Será que temos esse tempo Para perder?" #papel

Máquina de moer

Hoje, o rádio (um profeta da modernidade antiga, como é a minha) me deu The Wall de presente. Contei à mais velha que essa música talvez tenha sido um dos primeiros lampejos de crítica para a menina de 15 anos, besta, provinciana e matuta que eu era -- e, de certa forma, ainda sou. Por ironia, a escola -- essa mesma, aparelho ideológico do Estado -- foi justamente o palco do nascimento de uma visão mais crítica do mundo. Em plena pós-modernidade no início dos anos 1990 (no interior, as coisas demoram mais a chegar), a turma do 1º ano mastigou e deglutiu o conceito da máquina de moer. E futilizamos a expressão "virar carne moída". Sempre fui cumpridora de regras, amante das caixas, seguidora de verdades alheias. E, com isso, fui cuspida de uma das máquinas de moer como esperavam que eu saísse. Da cidade do interior para a USP (Universidade de São Paulo) onde minha mãe talvez esperasse que eu arrumasse um bom casamento ou um bom emprego. Acho que, na visão dela, falhei nas...

Sem título

Sempre começo os posts com os títulos. Em geral, eles são uma síntese do que nem sei que vou dizer. No caso, escrever. Acabo de ouvir o chorinho lamentoso do bebê que se mudou para o apartamento ao lado. Lembro da Carol. Pequenina, chorona, indefesa. Nos meus braços. Uma menina criando outra. Apesar dos meus 20 e poucos anos, eu não era muito diferente da menina de 17 que tinha ido embora da cidade do interior, fugida da futilidade, do provincianismo e do sufoco de ser daquela família. Eu lia um texto, do José Ruy Gandra, sobre a sua primeira separação ( Um Duro Adeus, na Pais e Filhos ). Sobre como ele, jovem, fhavia negligenciado o filho, em meio à sua própria imaturidade. De certa forma, identifiquei-me com ele. De outra forma, chorei a lágrima da moça ruiva. Penso no cansaço. Na espiral maluca e, por que não dizer, autodestrutiva em que me enfiei. Lógico que não foi nada pensado. Mas a sensação que tenho, agora, é de que se eu corri até aqui foi para fugir. Me parece claro ne...

A little pray for me

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Que eu seja brava o bastante para deixar ir o que não é mais para mim Que eu seja boa o suficiente para aceitar o que a vida me trouxer de bom Que eu seja esperta o suficiente para compreender uma e outra situação *** É mais um amor que se vai? É mais uma fantasia xexelenta que se instala? Será que, de novo, eu estou desviando energia para o lado errado? Por que quando parece que encontramos as respostas, as perguntas mudam? *** Night, night

Caçada

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Começa oficialmente a busca por um projeto de pós-graduação. Mestrado lato sensu. A hastag é #medo. Um apavoramento diante da imensidade de conteúdos e conhecimentos que estão por ser entranhados. Desta vez, a viagem não é de leste a oeste ou de norte a sul. É água abaixo. E não sei nadar.

Inacabados

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Alerta vermelho -- duas histórias começadas. Não quero ser caminho não concluído mais uma vez. PS: Imagem pescada no blog Cara Estranho , num post com o lembrete:  solteiro tem que estar "sempre alerta" ... Estou solteira?

Não fode com as minhas caixinhas, porra!

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Ela era boa nisso. Criava seu próprio caos brincando com classificações a sua moda. Nada de aprisionar pessoas e coisas e situações em escaninhos pré-fabricados. Moderna, gostava de fazer as caixinhas sob medida, artesanalmente. Até que ele chegou. Não era marido, não era amante, nem amigo, nem namorado. E era tudo isso ao mesmo tempo. PS: quem me dera ser cientista e poder entender e criar de maneira explicável (ah, essa mania de explicação ) a minha grade classificatória. Aliás, foi buscando u´a imagem sobre grade classificatória que encontrei um texto, uma etnografia de banheiro . Interessante o paper, mas morri de curiosidade de ler algumas das frases que a moça Ludmila Helena Rodrigues dos Santos analisou. PS2: Nada melhor que o Tangran para ilustrar esse momento em que as mesmas peças parecem trazer as mais diversas possibilidades.

Cansaço

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Relativity, do Escher Deitou na cama e sentiu as costas. Doía. Por que estava fazendo tudo aquilo? Quando o turbilhão de questionamentos ameaçava entupir sua mente, respirou fundo. Estava fazendo tudo aquilo porque queria, apesar de não saber onde queria chegar. Pronto. Esticou os braços, criou coragem e voltou para a arrumação. PS: mais uma vez, as buscas aleatoriamente usadas me trouxeram u´a imagem que me ajuda a entender/descrever o momento. No caso, as escadas de Escher - Relativity , que encontrei pela wikipedia.

Arquivo morto

a letra é inconfundível. o nome dela fora escrito por ele. um envelope. sempre os envelopes . tive medo de abrir -- era uma foto da Ana. e cinquenta reais. foi assim a vida toda, né? cuidado nas pequenas coisas, pequenas demonstrações de amor. não havia grandes gestos (só brigas sem tamanho). não havia declarações rasgadas. conforme fui crescendo, passei a evitar os carinhos, os abraços e os beijos. não entendi nada. só agora, depois de tanto tempo, percebi o quanto eu fui amada. pena que você não esteja aqui, pai, para eu te contar sobre os meus arrependimentos para não ouvir os seus conselhos para dizer algo que não me lembro de ter dito nun-ca pai, eu te amo

Postura

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Bailarina na barra, de Botero Na vida ter postura é fundamental. Tanto quanto as escolhas que a gente faz, a maneira como as conduzimos diz muito sobre nós [permitam-me esse vai e vem da 3ª do singular para a 1ª do plural...]. Acho que a noção de integridade -- ser inteiro, ser um só - é isso. Para mim, a melhor palavra é coerência. Fazer o que se professa, falar o que se sente. Ter a mesma conduta moral dentro e fora do templo religioso, manter as opiniões mesmo diante de uma situação de conflito, fazer inimizades (e amigos!) ao cumprir o que foi acordado. Ontem, um café com Renato. Um jantar com Luciana. Hoje, uma msnada com Zi. As conversas se conversam. É hora de começar a olhar para os lados e -- por coerência -- mudar. PS: ao caçar postura como imagem cheguei a ela, essa moça que se equilibra elegantemente em um dos pés. A obra é de Fernando Botero , conhecido por pintar personas rechonchudas. A imagem eu pesquei no blog espelho dos sentidos - endereço que coloquei no...
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Apertou o buquê de dálias e atravessou a rua. Estava alegre, quase feliz. Não era pelo encontro. Mas, por algum motivo, sentia-se linda, plena e dona do seu destino. Finalmente.

Achei esse post de 2 de fevereiro

A cabeça tá tão cheia que o branco para escrever é quase inevitável. É praticamente uma paralisia mental. Nesses momentos em que tudo parece inviável, tento me ocupar. Afinal, remoer os problemas, as angústias, as mágoas não vai me levar a nada não é? Percebi que se não agisse -- veja bem, qualquer ação -- ficaria chorando a noite toda. E de nada adiantaria. Já vou ter de conviver com a cara inchada amanhã de manhã. Com o sono, uma vez que faz três dias que não consigo dormir direito. E, o pior: terei de conviver com essa "perda de tempo".

fase difícil com surpresa (da boa)

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eita inverno que tá custando a saúde da molecada, eita período em que todas os meus adiamentos resolveram me cobrar, eita fase complicada de conciliar o que eu quero com o que querem de mim. ainda assim, por um final de semana, a paz reinou no meu coração. depois disso, o que virá? quem sabe? não quero saber agora. sinto uma fraqueza que nunca havia experimentado. as pernas tremem. e os sentimentos se confundem. Crédito da bela imagem -- Morro da Conceição, por Claudio Lara

Saudades generalizadas

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#prontofalei seria a hastag deste post que não tive coragem de tuitar. Ouvi u´a música que me lembrou meu ex. Vi fotos de parte da minha família da alma. Converso com uma amiga que traz lembranças dos meus quinze anos no interior. Sinto saudade de algo que podia ter sido. Um vento bom - de chuva -- sopra da janela. A sensação causa estranheza. Não estou insatisfeita com quem sou e com as escolhas que fui fazendo pelo caminho. Mas, agora, penso se estou satisfeita com a vida que construí até aqui. Percebe a sutileza avassaladora dessa reflexão? Can´t I get no satisfaction?

In vino veritas

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Eita, que bastaram duas taças de vinho para aquela saudade bater. Para uma sensação de vazio e de tristeza me abater. Sim, derrubada por uma sem sentido falta de perspectiva. De repente, uma vontade doida de voltar àquela história. Mas, sabe como é: o tarô me disse para let it go. E a carta da morte, mais uma vez me pede para abandonar o que não serve mais, para dar chance ao novo. De novo.