Sempre começo os posts com os títulos. Em geral, eles são uma síntese do que nem sei que vou dizer. No caso, escrever. Acabo de ouvir o chorinho lamentoso do bebê que se mudou para o apartamento ao lado. Lembro da Carol. Pequenina, chorona, indefesa. Nos meus braços. Uma menina criando outra. Apesar dos meus 20 e poucos anos, eu não era muito diferente da menina de 17 que tinha ido embora da cidade do interior, fugida da futilidade, do provincianismo e do sufoco de ser daquela família. Eu lia um texto, do José Ruy Gandra, sobre a sua primeira separação ( Um Duro Adeus, na Pais e Filhos ). Sobre como ele, jovem, fhavia negligenciado o filho, em meio à sua própria imaturidade. De certa forma, identifiquei-me com ele. De outra forma, chorei a lágrima da moça ruiva. Penso no cansaço. Na espiral maluca e, por que não dizer, autodestrutiva em que me enfiei. Lógico que não foi nada pensado. Mas a sensação que tenho, agora, é de que se eu corri até aqui foi para fugir. Me parece claro ne...